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Ele não queria perdê-la. Desde o segundo dia em sua casa, dormiam juntos à noite, e a cada noite ele morria em seus braços ardentes e corpo insaciável. Renovada a cada noite, ela chamava-o de seu moço bonito, minha perdição. Ela nunca pedia nada por isso. No outro dia, agia como se nada tivesse ocorrido entre os dois, olhava-o como aos outros, tratava-o como patrão. Para Nacib, o fogo de sua pele morena cor de cravo e cheiro de canela estava cravado no seu corpo, que não queria perder.
— Jorge Amado, Gabriela, cravo e canela (1958), fragmento de acá.